sexta-feira, 20 de março de 2015

Direito de Ir e Vir é Constitucional

 

O artigo 5º da Constituição Federal estabelece o que se convencionou a chamar de direito de ir e vir de todos os cidadãos brasileiros. Ou seja, qualquer pessoa, livre ou não de deficiência ou mobilidade reduzida, deve ter o direito de poder chegar facilmente a qualquer lugar. A liberdade a que me refiro neste caso, é aquela que possibilitaria com que caminhássemos pelos passeios públicos sem nos deparar com desníveis, buracos, inexistência de ligação entre ruas e calçadas, rampas fora dos padrões, lixeiras, pontos de ônibus, bancas de jornais, bueiros destampados, ambulantes e pisos escorregadios. Utopia ou não, o fato é que esses casos são ainda muito comuns nas mais diferentes cidades do Brasil. Nos países desenvolvidos a legislação de trânsito prioriza o pedestre facilitando sua travessia e forçando a redução da velocidade dos carros. No Brasil ocorre o contrário. O privilégio concedido aos automóveis chega a criar barreiras intransponíveis para quem está a pé. Da mesma forma, nossos passeios públicos deveriam facilitar a circulação dos pedestres e possibilitar com que as pessoas com deficiência e seus familiares encontrassem menos ou nenhuma dificuldade para chegar até atendimentos de saúde, cinemas, igrejas, estabelecimentos comerciais, parques públicos, shows artísticos. Locais comuns e que devem ser frequentados por qualquer pessoa, mesmo aquelas sem condições ou com dificuldades de locomoção. Os passeios sem qualidade e os locais inacessíveis inibem a circulação dessas pessoas, levando-as ao isolamento, forçando-as a se concentrarem em espaços fechados e impedindo-as de sociabilizarem-se. As calçadas são os ambientes mais democráticos que existem, já que impulsionam as atividades econômicas. Por meio delas chegamos ao trabalho, ao comércio, aos clubes, aos shoppings. A grande questão é que esses espaços, conforme determinam as leis, são de responsabilidade do proprietário do imóvel e talvez por isso nos deparamos com as mais diferentes situações: pisos inadequados, degraus, raízes de árvores, enfim, passeios deteriorados e, o mais grave, inacessíveis. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000, apontam que mais de 14% dos brasileiros convivem com algum tipo de deficiência definitiva. Esse dado pode aumentar significativamente, se incluirmos aí os idosos, os obesos ou os deficientes temporários, como aqueles que estão com algum membro imobilizado, assim como os milhares que se acidentam diariamente no trânsito de nossas cidades. Um estudo do Hospital das Clínicas de São Paulo revelou que idosos e mulheres com sapato de salto alto são as duas vítimas mais comuns de acidades nas calçadas. Os Ministérios Públicos e uma parcela significativa das prefeituras municipais têm feito cumprir as legislações que prevêem que prédios de uso público e coletivo possibilitem acesso a todas as pessoas. Mas, de que adianta ter, por exemplo, um banco com rampas e elevadores acessíveis, se as calçadas, que são a principal forma de acesso a esses locais e aos meios de transportes, são inacessíveis? A calçada acessível deve atender aos critérios contidos na NBR 9050/2004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas), instituições que fiscalizam o exercício ilegal dessas profissões, há vários anos têm executado ações fiscalizatórias em parceria com os Ministérios Públicos Estaduais. Essas iniciativas, inclusive culminaram em ações práticas direcionadas a toda a população, como o Guia Prático para a Construção de Calçadas, elaborado pelo Crea de Mato Grosso do Sul, com o apoio de instituições públicas e privadas. De forma prática e, gratuitamente, o guia chega a todas as classes sociais levando informações atualizadas sobre legislações, pisos adequados, rebaixamento de guias, instalação de mobiliários urbanos e até mesmo as espécies de árvores ideais para esse fim. Enquanto nos couber a obrigatoriedade de construir e reformar nossas calçadas ou enquanto os poderes públicos não colaborarem executando os passeios, assim como se faz com a pavimentação asfáltica, não cometeremos erros alegando ignorância, já que temos à mão mecanismos gratuitos para que respeitemos nosso semelhante. A questão merece realmente muita atenção. Falamos das cidades que deixaremos para as próximas gerações. As soluções já nos bateram à porta. A construção de ambientes acessíveis deve ser cadeira obrigatória nos cursos de engenharia e arquitetura. Os órgãos públicos devem fazer cumprir a legislação e, principalmente, os engenheiros e arquitetos são os responsáveis pelos ambientes construídos. Muito nos cabe e já é chegada a hora de se caminhar olhando para o horizonte e não para baixo, desviando dos obstáculos do caminho. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Recadastramento das Pessoas com Deficiência

 
A partir do dia 06 de fevereiro, a Integrar inicia o recadastramento das Pessoas com Deficiência do Nosso Município.  

Todos as pessoas devem entrar no blog ou ligar na associação.

O recadastramento durará quarenta dias, o intuito desse cadastro é mapear e avaliar a atual situação das Pessoas com Deficiência no nosso Município para traçar futuras ações.    


Clique Aqui para faz o Recadastro

sábado, 23 de novembro de 2013

Cursum, o carrinho de bebê adaptado para pais cadeirantes

Cursum, o carrinho de bebê adaptado para pais cadeirantes
Cursum, o carrinho de bebê adaptado para pais cadeirantes

É comum que pais e mães com deficiência tenham dificuldades na hora de encontrar produtos para crianças e bebês adaptados às suas necessidades. No caso dos cadeirantes, por exemplo, os carrinhos de bebê convencionais se mostram ineficientes e acabam atrapalhando a rotina da mãe ao invés de facilitar.

Para resolver esse problema uma estudante de design industrial sueca desenvolveu o Cursum, um carrinho de bebê projetado especificamente para ajudar pessoas com deficiência. Para chegar ao modelo ideal, Cindy Sjöblom entrevistou pais cadeirantes e mapeou demandas, desejos e necessidades. Ao final do processo os próprios entrevistados testaram o produto.

O projeto final consiste em um transportador de bebê, quatro rodas e peças anexadas a uma cadeira de rodas. O transporte fica na parte superior de um suporte giratório em forma de U que está ligado a um poste telescópico. O transportador pode então ser colocado em  diferentes ângulos e  alturas. Anexado à cadeira de rodas há peças que ajudam o quadro de apoio para os pés. Na parte da frente do Cursum, há duas rodas de dimensões maiores. Há também um saco de armazenamento construído para transportar artigos do bebê.

Outra vantagem do Cursum é que ele mantém o bebê à vista enquanto a cadeira de rodas se movimenta. Além disso, o modelo foi equipado com dobradiças que permitem que ele seja erguido na presença de obstáculos. Cursum também pode ser usado independente da cadeira de rodas. As rodas menores traseiras estendem-se e formam uma base.

O cadeirante consegue transpor desníveis e posicionar o cesto do bebê em vários ângulos

 O Cursum tem engate simples à cadeira de rodas e pode ser utilizado de forma independente



 
Fonte: Catraca Livre


sábado, 16 de novembro de 2013

Mara Gabrilli - Gabi Quase Proibida 13/11/2013 -

Mara Gabrilli - Gabi Quase Proibida 

Mara Gabrilli

Mara Gabrilli, 45 anos, é publicitária, psicóloga, deputada federal pelo PSDB, eleita nas Eleições 2010 com 160.138 votos, para a legislatura 2011-2014.

Ex-vereadora na Câmara Municipal de São Paulo (2007-2010). Nas Eleições 2008, quando reeleita vereadora, foi a mulher mais votada do Brasil com 79.912 votos. Entre 2005 e 2007, foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo.

Fundou, em 1997, o Instituto Mara Gabrilli, OSCIP que apóia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal, fomenta pesquisas científicas e projetos culturais. 

Mara Gabrilli escreve uma coluna mensal para a revista TPM (Trip Editora) há dez anos, cujas 50 melhores crônicas foram reunidas no livro Íntima Desordem – os melhores textos na TPM (Arx e Versar). Além da TPM, mantém colunas na revista Sentidos (editora Escala) e no portal Vida Mais Livre. Comanda o programa de rádio Derrubando Barreiras: acesso para todos, na Eldorado AM, e o Momento Terceiro Setor, na rádio Trianon AM.

Foi consultora do livro Vai encarar? - A Nação (quase) invisível das pessoas com deficiência (Melhoramentos), de Claudia Matarazzo, e colaborou com o capítulo: “Educação para Todos: uma questão de direitos humanos” no livro Educação 2010 – as mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores (Humana Editorial), entre outras participações em publicações. 

Em reconhecimento a sua atuação, foi eleita Paulistana do Ano (2007) pela revista Veja São Paulo, figurou entre os Cem Brasileiros Mais Influentes (2008) das revistas Isto É e Época, e foi finalista do Prêmio Claudia 2008 na categoria Políticas Públicas.

 

Fonte: https://www.facebook.com/maragabrilli?fref=ts





segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Filme aborda história do movimento político das pessoas com deficiência


A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por intermédio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNPD), lança nesta segunda-feira (20), às 19h, no Museu da República, em Brasília, o filme-documentário “História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência”.

O projeto, que também teve apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), tem por objetivo sistematizar e criar um acervo do movimento da luta pelos direitos das pessoas com deficiência, com o intuito de resgatar e preservar sua história.

O filme será lançado em português, espanhol e inglês e conta com audiodescrição e legenda nas três línguas, além de janela com intérprete de Libras.

A partir de uma pesquisa e levantamento em âmbito nacional, foram escolhidas lideranças que participaram tanto do surgimento quanto da consolidação do movimento – pessoas com deficiência física, intelectual, visual, auditiva, múltipla e especialistas. Entrevistas, fotos, atas, convites, selos comemorativos, encartes, reportagens, tudo está registrado no livro e no filme-documentário, a partir de várias referências históricas a iniciativas, desde o Império até os dias atuais.

Tanto o filme-documentário, quanto a publicação de mesmo nome, lançada no último dia 13 de dezembro em evento no Palácio do Planalto, integram o projeto de cooperação técnica entitulado “Fortalecimento da Organização do Movimento Social das Pessoas com Deficiência no Brasil e Divulgação de suas Conquistas”, que tem por objetivo contar a história das pessoas com deficiência, com ênfase no aspecto político, particularmente no contexto da abertura política no final da década de 1970 e da organização dos novos movimentos sociais no Brasil.



Assista o documentário e faça uma viagem histórica sobre a construção do ideal de inclusão e cidadania das pessoas com deficiência. Veja também o Livro "História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência".  


PARTE1 
PARTE2 
PARTE3 
PARTE4 
PARTE5 

Fonte: Portal Brasil 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Os desafios de ser deficiente

O Programa Liga da Rede Band mostrou alguns vídeos sobre o desafio de ser deficiente. 

clique na Imagem e confira:
A Liga - <p>03/09 - Os desafios de ser deficiente</p>Infográfico: A Liga - 03/09 - Os desafios de ser deficiente

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CÂNCER - Integrar Firma Possível Parceria com SOS do Câncer




Câmara Municipal
A entidade SOS do Câncer, de Divinópolis fechou parceria com a Associação Integrar de Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais, de São Sebastião do Paraíso. A iniciativa possibilitará que as três instituições realizem um trabalho em parceria no município. “Estamos fazendo um trabalho transparente e queremos mostrar para toda a comunidade e divulgando para que toda a população saiba que estaremos juntos nas campanhas que serão realizadas em nossa cidade”, anunciou o Presidente Marcos Vinícius Aloise, presidente da Integrar e também do Conselho Municipal de Saúde.
Programa Jogo Aberto TV Sudoeste



A iniciativa vem facilitar o trabalho que a entidade realiza no município. “Queremos afastar qualquer mal entendido que possa ocorrer em relação ao trabalho que o SOS do Câncer realiza em Paraíso, que gerou desconfiança e reclamações de algumas pessoas, inclusive no jornal”, observou Marcos Vinícius. “Estamos juntos com estas entidades e também o Conselho Municipal de Saúde para fazer este trabalho conjunto que também vai trazer benefícios para a comunidade”.


Na quinta-feira, 22, uma equipe de voluntários do SOS do Câncer esteve em Paraíso quando foi iniciado o trabalho de parceria. Através de uma barraca montada na Praça Comendador José Honório foram realizados exames de medição de pressão, distribuição de panfletos e esclarecimentos sobre a atuação da entidade. “Queremos atuar de forma bem transparente para que não haja nenhuma dúvida e questio-namentos sobre o trabalho que vem sendo realizado”, conclui Marcos Vinícius.
Praça da Matriz


Para a assistente social Juliana Coelho, da SOS Câncer, a entidade realiza um trabalho filantrópico. “Somos uma entidade civil sem fins lucrativos, com sede em Divinópolis que foi fundada em janeiro de 2010 e que atua em todo Estado de Minas Gerais”, explica. O órgão atende pacientes de câncer crianças e portadores de outras enfermidades.


A renda arrecadada é destinada ao fornecimento de fraldas, custeio de exames de urgência, aquisição de medicamentos não ofertados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sondas, suplementos alimentares e cadeiras de rodas. Conforme Juliana a instituição também desenvolve oficina terapêutica, grupo de convivência e transporte de pacientes. “O trabalho da SOS Câncer também engloba o apoio e a orientação aos usuários e suas famílias através de uma equipe profissional composta por assistente social, psicólogo, nutricionista, técnico e enfermeiros”, explica.


Desde a sua fundação, já foram realizados mais de 31 mil procedimentos. O destaque fica para a arrecadação e repasse de nove mil litros de suplementos e dietas nutricionais aos pacientes. Também foi feito o custeio de 800 exames não ofertados pelo SUS, além da doação de mais de 5.500 pacotes de fraldas descartáveis. “Além disso, são realizadas ações sociais comunitárias de cunho informativo em relação a prevenção de doenças, práticas de vida saudável e entretenimento”, descreve a assistente social.
Reunião com Vereadores


A instituição que pretende continuar desenvolvendo campanhas de arrecadação no município e também em outras cidades da região, tem entre suas metas a construção da Casa de Passagem, que oferecerá apoio aos pacientes e familiares que estiverem em sua sede. “Para isso temos a campanha SOS Móvel como esta que estamos fazendo aqui em Paraíso, onde trazemos uma equipe de atendimento e realizamos campanha de prevenção ao câncer”, descreve Juliana Ela salientou que todo o material que é arrecadado é distribuído gratuitamente à população atendida. “Estamos aqui no sentido de somarmos forças, de forma transparente para garantir mais direitos a nossa população assistida”.